O contrato começa antes da assinatura: prazos e pagamento não são detalhe
Existe um erro silencioso, e extremamente comum, em negociações imobiliárias: tratar prazos e condições de pagamento como meros ajustes operacionais. Não são. São, na prática, o que sustenta, ou desestrutura, todo o contrato. O problema começa quando tudo parece “óbvio demais”: “Pagamento em 30 dias.” “Entrega após quitação.” “Parcelamento ajustado entre as partes.” À primeira vista, tudo parece simples. Mas é justamente essa simplicidade aparente que abre espaço para conflito. Porque o contrato não serve para quando tudo dá certo. Ele existe para quando algo sai do previsto. Mais do que um documento: o contrato como expressão de vontade Existe um ponto que raramente é dito — e que muda completamente a forma de enxergar uma negociação: o contrato não é, por si só, o negócio. Ele é a formalização daquilo que realmente importa: a vontade das partes. E quando essa vontade não está clara, bem definida e juridicamente estruturada, o contrato deixa de cumprir sua função. Pas...